Casa dos Corte Reais

 

Conhecido como a Casa do Capitão, mandado construir por João Vaz Corte-Real em 1446 (?), este foi um dos primeiros grandes edifícios de Angra.




Estava inicialmente ligado, por passeios e jardins, ao Convento de S. Francisco e ao Castelo dos Moinhos, formando com estes a usual triangulação de posse, onde se conjugavam os vários poderes: o Militar, o Religioso e o Político, gestores de um território.







Pelos desenhos que dele existem (primeiro de Linschoten, de 1580s e depois outros, de 1670s, anónimos) percebe-se que o edifício actual, que serve de sede ao Partido Socialista, sofreu grandes alterações e não passa de uma pequena parcela do edifício original.




Passou por herança, de João Vaz Corte-Real para a sua filha, D. Iria Corte-Real, casada com Pedro Gois da Silva, e depois para Manuel Corte-Real, terceiro Donatário.

Foi residência oficial dos Capitães Donatários de Angra, os quais inicialmente habitavam o Castelo dos Moinhos, também designado como Castelo de S. Luís, situado onde existe actualmente o monumento a D. Pedro IV, “A Memória”.




A Casa do Capitão serviu de alojamento a D. António Prior do Crato, quando este esteve na Ilha preparando-se para as lutas pela sucessão, vindo depois a ser Paço de D. Cristóvão de Moura, Marquês de Castelo Rodrigo, Chefe da ocupação espanhola na Ilha, e casado com D. Margarida Corte-Real

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No reinado de D. João IV passou para os bens da coroa, por confisco.

Fonte:

História Insulana, Pe. António Cordeiro. SREC, 1717/1981