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Convento de S. Francisco |
O Convento é construído em terreno cedido por Afonso Gonçalves Di’Antona Baldaja, com a capelinha anexa da Senhora da Guia, sendo depois ampliado, cerca de um século mais tarde. |
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| A sua construção teria começado em 1456 (alguns cronistas antecipam esta data para 1452), com os religiosos franciscanos que para a ilha foram com Jácome de Bruges, sendo Frei João da Ribeira o primeiro prelado. O certo é que em 1480 já existiam cinco conventos desta Ordem nos Açores.
O Convento de S. Francisco de Angra era constituído por um grande edifício, de amplos corredores, enfermarias para os frades e doentes pobres e um grande templo. Continha na sua cerca abundantes hortas e águas, que se ligavam ao Castelo dos Moinhos e à Casa dos Capitães Donatários. |
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| Durante a época da peste (1599-1600) alguns frades empreenderam a ampliação do Convento (dormitórios e oficinas), que ficaram concluídos em 1666, dando logo início à edificação do novo templo. |
| Na cerimónia de lançamento da primeira pedra, a 6 de Março de 1666, estando presentes altas individualidades, notavam-se alguns Cavaleiros de Cristo (João de Bettencourt de Vasconcelos, Capitão Mor da cidade, e seu irmão Vital), que sempre estiveram ligados aos franciscanos.
Os frades franciscanos, contrários à ocupação Filipina, comprometem-se com o monarca francês na luta de libertação. |
| A 1 de Outubro de 1672 foi bento e inaugurado o novo templo, tendo durado três dias as festividades religiosas. |
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| Separada a Ordem Seráfica de Angra, da de Xabregas, que lhe dera origem, o Convento prossegue em grande actividade, não só religiosa como artística.
Até 1814, era em S. Francisco que os alunos do Seminário de Angra faziam os seus exercícios espirituais. |
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| A partir de 1828, com as perturbações políticas da época, encerra-se a vida monacal desta comunidade. Em 1844 o edifício passa a albergar o Liceu e posteriormente (até ao presente) o Museu de Angra do Heroísmo. |
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| Como museu de Angra o edificio alberga agora vários documentos significativos na história dos Açores. |
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(“Notas Sobre os Conventos da Ilha Terceira”) |