Convento Santo António dos Capuchos

 

Entre 16 Abril de 1599 e 20 de Janeiro de 1600, mais de sete mil pessoas de ambos os sexos e de todas as idades sucumbiram na Ilha Terceira, devido a uma epidemia de peste que grassou. Os despojos foram sepultados nos templos, adros e cemitérios, e até em alguns cerrados.




Durante a epidemia, dois franciscanos estabeleceram-se em S. Bento, exercendo enfermagem a quem necessitasse. Os dois religiosos ali permaneceram algum tempo, vedando com sebes o campo onde se havia enterrado os mortos.
O ambiente depressa ganhou o respeito da comunidade, ficando com uma unção religiosa superior, surgindo depois uma previsão camarária que cobrava 60$00 reis aos herdeiros dos mortos ali sepultados.
Depressa se juntou uma grande soma de dinheiro e decidiu-se então construir uma casa que mais tarde se tornou no Convento de St. António dos Capuchos.

 




Do Convento diz o Pe. António Cordeiro “... que se situa na devotíssima saída da cidade, e muito recreativa, com sua deliciosa cerca...” diz ainda que os nunca menos de doze frades se sustentam de esmolas que vêm pedir em certos dias na cidade, pois nem levam esmolas de missas, nem têm capelas de aniversários, ou músicas, nem esmolas de enterros ou de hábitos de defuntos.

Passaram por este convento grandes nomes como o D. Fr. Valério da Sacramento (20º bispo da diocese de Angra), Bispo D. Fr. Alexandre da Sagrada Família e o Capitão João d`Avila, que tinha sepultura na Igreja.
O padre António Cordeiro com uma só frase descreve o convento de St. António dos Capuchos como : « He convento exemplaríssimo, não sei que haja outro em as ditas nove ilhas »

Fonte:


Merelim, Pedro, “Notas sobre os Conventos”, Volume II, Jornal “União”, Angra do Heroísmo,1963, página, 7.